Quando Halo 3: ODST foi anunciado, muitos imaginaram uma possível mudança na jogabilidade do mais do que popular FPS da Bungie. Toda aquela história de jogar com um soldado comum e não com o encouraçado Master Chief e o uso de furtividade para acabar com as patrulhas Covenant deixou algumas orelhas em pé, fosse de excitação ou de receio.
Ainda é Halo, mas de um outro ponto de vista

Se você curte um bom tiroteio em primeira pessoa, já aviso: a expansão de Halo 3 não muda drasticamente a forma como você joga. Sim, os soldados ODST não são tão resistentes quanto um Spartan e é preciso se movimentar bastante pelo mapa, ficar de olho nos pontos de recarga de energia e em muitos casos, evitar o confronto direto, procurando por melhores posições no campo de batalha.
No mais, funciona exatamente como qualquer outro Halo e táticas envolvendo granadas sempre são eficientes aqui.
A maior mudança em Halo 3: ODST é como o jogo expande o universo da franquia, com a travessia dos soldados ODST pela cidade africana de Nova Mombasa, ocupada pelo Covenant. O jogador começa no papel do Novato, que, após um pouso que dá errado, tenta encontrar seus colegas de equipe. Conforme avança, encontra sinais da passagem deles pelo cenário e ativa as missões de cada um, em flashbacks que contam a história conforme se joga.
Campanha intensa e cinematográfica

A campanha principal é curta e um jogador acostumado ao gênero de tiro em primeira pessoa deve levar cerca de 06 ou 07 horas para chegar ao final. Como se trata de uma expansão, está de bom tamanho, principalmente pela alta qualidade da aventura, recheada de momentos emocionantes, como uma batalha contra várias naves alienígenas no alto de um prédio. Derrubar um Scarab, uma enorme fortaleza móvel do Covenant, não é uma experiência inédita em Halo, mas fazer isso com um soldado bem mais fraco do que o Master Chief é muito compensador.
Sobre a história, é uma pena que o Novato não seja um personagem tão interessante quanto seus companheiros de equipe. Assim como o Master Chief, é um herói que depende da reação de outros para que o jogador forme uma opinião sobre ele. Ao contrário do Chief, porém, a reação dos outros personagens com relação ao Novato não é das melhores. Um ponto negativo em uma história que, de forma geral, é muito bem trabalhada e envolvente.

Graficamente, ODST está no mesmo nível de Halo 3, mas a ambientação de Nova Mombasa e a trilha sonora muito bem trabalhada dão um charme extra ao jogo. A dublagem da versão brasileira é melhor executada em comparação à Halo 3, com menos sotaques regionais e textos melhor adaptados ao nosso idioma.
Para completar, há a opção de jogo cooperativo para quatro jogadores no modo Tiroteio e é claro, o multiplayer competitivo que torna a franquia tão popular. Todos os mapas de Halo 3 estão disponíveis em ODST, que tem também três novos cenários.
Halo 3: ODST é um grande jogo de tiro, independente de sua duraçao. O enredo e a ambientação envolvente e as sequências de ação bem planejadas dão um ritmo cinematográfico ao game, que empolga mesmo quem nunca teve interesse anterior pela saga criada pela Bungie.