A Nintendo envia anualmente um relatório para o Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos identificando países que, na opinião da empresa, não combatem a pirataria de seus produtos.
Assim como na relação apresentada no começo de 2008, o Brasil aparece no relatório da Nintendo em 2009. O país está alinhado com a China, Coréia do Sul, Paraguai, México e a Espanha, que entrou na lista pela primeira vez, no lugar de Hong Kong, citada no ano passado.
A Nintendo teceu um retrato bem realista da situação da pirataria no Brasil: não há combate eficaz ao mercado paralelo no país, não houve nenhuma apreensão de consoles Nintendo Wii ou DS ou cópias falsificadas de jogos nas fronteiras brasileiras pela polícia ou pela alfândega. Processos judiciais contra acusados de pirataria são "virtualmente inexistentes" no Brasil. A Nintendo ressaltou que os altos impostos brasileiros constituem um obstáculo para o comércio de produtos de videogame legítimos no país.
O Paraguai foi citado por razões similares, principalmente a falta de repressão ao comércio de produtos falsificados e de fiscalização nas fronteiras do país. A China continua sendo o principal alvo das críticas da Nintendo, por ser o maior fabricante de produtos falsificados destinados ao comércio interno e à exportação para todo o mundo, inclusive para o mercado norte-americano. A Coréia do Sul foi criticada pela produção e venda de dispositivos que permitem o uso de cópias falsicadas dos jogos nas plataformas Nintendo. O comércio desses dispositivos é a mesma crítica da fabricante japonesa ao governo espanhol.
A intenção da Nintendo é cobrar que o governo dos Estados Unidos leve esses problemas em consideração em suas relações comerciais com os países envolvidos e assim, aumentar a pressão para o fim das práticas de pirataria.






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